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Página 1 de 5 1. A existência de largos milhares de imigrantes caboverdianos em diversos países, que no seu total (cerca de 500.000) de acordo com Jorge Macaísta Malheiros é superior ao número de residentes em Cabo Verde (434.263– Censo de 2000), (vide, Arquipélagos Migratórios: Transnacionalismo e Inovação, Lisboa, Janeiro de 2001-Dissertação para a obtenção do grau de doutor em Geografia Humana, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, p.159, ainda não publicada.) dá à diáspora caboverdiana um peso importante no presente e no futuro de Cabo Verde.
Basta recordar que entre 1975 e 1985 as remessas dos emigrantes e a ajuda externa ao desenvolvimento permitiram o investimento em áreas como água, a reflorestação e a abertura de estradas.
A maior parte destes imigrantes caboverdianos encontra-se no hemisfério Norte, nos Estados Unidos e na União Europeia, neste caso, com destaque para Portugal, mas abrangendo também países como a Holanda, a França, o Luxemburgo, a Espanha e a Itália.
A maioria dos caboverdianos em Portugal possui familiares noutros países utilizando Portugal como plataforma de rotação migratória para a Europa, nomeadamente, para a partida para a Espanha, França, Holanda e Suíça. Portugal é também ponto de “chegada de indivíduos que já tiveram experiências migratórias em países terceiros”, conforme se afirmou no Estudo de Caracterização da Comunidade Caboverdeana Residente em Portugal (publicado pela Embaixada de Cabo Verde em Portugal, em Maio de 1999, p.47). Tudo isto se intensificou com a entrada em vigor dos Acordos de Schengen e com a consequente abolição das fronteiras internas no interior do espaço Schengen.
Uma parte significativa da diáspora caboverdiana na União Europeia é, aliás, constituída por cidadãos com dupla nacionalidade, que, para além da caboverdiana, possuem já uma das nacionalidades dos Estados-membros da União Europeia, sendo por isso titulares da cidadania europeia e exercendo funções de relevo nessa condição. Um número crescentemente significativo destes cidadãos estão ligados por laços familiares com cidadãos de outras origens muitos dos quais nacionais dos Estados-membros.
De acordo com Jorge Macaísta Malheiros, 80% dos caboverdianos instalados nos Países Baixos são holandeses e 40% dos residentes em Portugal são portugueses. (vide, op. cit., p.251).
Em fins de Novembro de 2002, o número de cidadãos caboverdianos residentes em Portugal, que não são simultaneamente cidadãos portugueses, era de 59.444, de acordo com os dados fornecidos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, conforme se pode verificar no quadro seguinte: | Cidadãos residentes, nacionais de cabo Verde em Portugal | | | Concessões de Autorizações de Permanência | Prorograções de Autorizações de Permanência | Autorizações/Títulos de Residência | Total | | | 2001 | 2002 | Total | 2002 | até 31.10.2002 | Geral | | DR Norte | 137 | 37 | 174 | 69 | 1111 | 1285 | | DR Centro | 109 | 68 | 177 | 75 | 1103 | 1280 | | DR LVTA | 4679 | 2001 | 6680 | 2280 | 45913 | 52593 | | DR Algarve | 414 | 70 | 484 | 248 | 3303 | 3787 | | DR Madeira | 24 | 12 | 36 | 12 | 29 | 65 | | DR Açores | 125 | 52 | 177 | 66 | 257 | 434 | | Totais | 5488 | 2240 | 7728 | 2750 | 51716 | 59444 |
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