
| Pa Nu Skrebe Na Skola - Vamos conversar na escola |
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Página 4 de 8 Disso é prova o artigo publicado no jornal Voz di Povu (em 17 de Janeiro de 1991), intitulado Na bespa di mudansa, un perda kultural e assinado por um dos principais utilizadores e divulgadores da antiga proposta, Tomé Varela da Silva. Eis um excerto: Un dia ántis di fin di kanpanha iletoral pa purmeru ileson lejislativu pluripartidari na nos tera ...nos povu sufri un choki na si rikeza kultural: more NHA GUIDA MENDI, un di kes mas grandi (sinon mas grandi propi) batukadera ki Kauberdi dja pari![8] Um dia antes do fim da campanha eleitoral para as primeiras eleições legislativas pluripartidárias na nossa terra ... o nosso povo sofreu um abalo na sua riqueza cultural: morreu a Senhora GUIDA MENDES, uma das maiores "batucadeiras" (se não mesmo a maior) que Cabo Verde alguma vez gerou! O ALUPEC No entanto, a nova prática não ganhou imediatamente estatuto oficial. Quatro anos mais tarde, em 1993, constitui-se um novo grupo[9] (Grupo para a padronização do alfabeto) cujo trabalho, apresentado em Maio de 1994, só viria a ser objecto de uma decisão governamental, em Dezembro de 1998, sendo publicado oficialmente, em decreto (Decreto-Lei nº 67/98, série nº48 - Sup. «B.O.» da República de Cabo Verde, de 31.12.98), o "Alfabeto Unificado para a Escrita da Língua Cabo-verdiana (o Crioulo)" (designado como ALUPEC), em que se lê, nos preâmbulos: Sendo o Crioulo a língua do quotidiano em Cabo Verde e elemento essencial da identidade nacional, o desenvolvimento harmonioso do País passa necessariamente pelo desenvolvimento e valorização da língua materna. Porém, esse desenvolvimento e valorização não serão possíveis sem a estandardização da escrita do Crioulo ou seja da Língua Cabo-verdiana. Ora, a estandardização do alfabeto constitui o primeiro passo para a estandardização da escrita. Fica assim muito claro que o ALUPEC não determina, ainda, as bases da escrita do crioulo, mas apenas o conjunto de grafemas (e também de diacríticos) que constituem o alfabeto, bem como as regras da sua aplicação na transcrição ou representação gráfica das unidades lexicais da língua, nas suas diferentes variedades. A "estandardização da escrita" a que o preâmbulo se refere exigirá, naturalmente, entre outros aspectos, a fixação da forma gráfica das palavras, tendo como modelo a variedade que for escolhida para padrão. O ALUPEC foi aprovado "a título experimental" (artigo 1.º) por um período de cinco anos que findou em Dezembro último (31.12.2003). "Findo o período experimental e ouvidas a Comissão Consultiva para a Língua Cabo-verdiana e demais entidades ligadas à problemática da escrita da mesma, procederá o Governo a uma avaliação final do impacto do uso do ALUPEC e adoptará as medidas que se mostrarem convenientes" - lê-se no Artigo 4.º. Este é o exacto momento de aguardar tais medidas, bem como os passos subsequentes, na direcção da estandardização do crioulo. Por enquanto, os falantes menos informados, menos capazes de compreender - ou aceitar - a terminologia utilizada, de interpretar as instruções de uso (cf. Capítulo "Relação do ALUPEC com a escrita") ou mesmo de as aplicar, individualmente, sem formação prévia, vão continuando a escrever, à sua maneira. Pa nu skrebe na skola Um dos contextos em que, cada vez mais, se coloca prementemente o problema da escrita do crioulo de Cabo Verde, é, mais uma vez, o do ensino. O Projecto Experimental de Alfabetização Bilingue teve um tempo, como todos os projectos, tendo terminado pouco após a mudança do primeiro para o segundo governo da República. Apesar do seu sucesso em termos de aprendizagem e da avaliação positiva de que foi objecto, quer interna, quer externamente, a experiência piloto não teve o desejável alargamento a novos contextos e ilhas e, neste momento, a alfabetização de adultos faz-se apenas em língua portuguesa, tal como todo o ensino formal, sendo o crioulo apenas ministrado, como disciplina, a nível do ensino superior. |








